A secretária-geral da Associação das Sociedades Financeiras para Aquisições a Crédito (ASFAC) diz que o dinheiro mais mal gasto que alguma vez efectuou foi na compra de um ‘blazer’. O casaco em questão era “lindo”, mas do tamanho errado.
A secretária-geral da associação que representa as empresas que concedem crédito ao consumo... não tem crédito ao consumo. Susana Albuquerque considera-se uma pessoa poupada na forma como gere o seu dinheiro. E não se atrapalha a fazê-lo. De tal forma que esta responsável vai lançar na próxima semana um livro de finanças pessoais intitulado “Independência Financeira para Mulheres”.
Na sua opinião, o que o dinheiro não compra?
O dinheiro não compra nada do que mais desejamos na vida: segurança emocional, liberdade de escolha e amor.
Lembra-se do seu primeiro ordenado? E o que fez com ele?
O meu primeiro ordenado foi aos 14 anos. Recebi 225 euros por um mês de trabalho de promoções nas férias.
No campo da gestão do dinheiro considera-se uma pessoa poupada ou nem por isso?
Sim, sou uma pessoa poupada. A minha prioridade é a poupança, ou seja, pago a mim própria primeiro e só depois gasto e invisto.
O que a faz perder a cabeça?
Cursos e formação para o meu desenvolvimento pessoal e profissional.
Qual foi o dinheiro mais mal gasto que já fez?
Um ‘blazer’ preto. Era lindo, mas demasiado pequeno para ser usado por mim…
Se ganhasse o Euromilhões o que faria?
Criava uma fundação que promovesse o desenvolvimento do potencial criativo de adultos e crianças, para gerar a autonomia e a capacidade de criarem a vida com que sonham.
Para si qual é o montante suficiente de dinheiro para deixar de trabalhar?
Desde que faça aquilo que me apaixona não quero deixar de trabalhar por nenhum dinheiro do mundo.
Qual foi o melhor investimento que fez?
A minha casa no Príncipe Real, em Lisboa.
Em que tipo de produtos financeiros aplica as suas poupanças? É conservadora ou gosta de produtos mais arriscados?
Sou conservadora e respeito a chamada pirâmide de investimento - que descrevo melhor no meu livro “Independência Financeira para Mulheres” – que considero essencial para garantir o maior retorno com menor risco. Por isso, invisto em produtos de poupança conservadores – depósitos a prazo e fundos com rentabilidades médias de mercado, mas sempre com garantia de capital e invisto também em imobiliário.
Como escolhe os seus investimentos: É auto-didacta? Ou recebe conselhos de familiares, amigos ou do gestor de conta?
Fiz formação especializada de gestão de finanças pessoais e investimentos e estudei e continuo a aprofundar os princípios universais de construção da riqueza. Analisei também o exemplo de alguns dos homens mais ricos do mundo, que curiosamente têm em comum o facto de viverem sempre abaixo dos seus rendimentos e de serem profundamente conservadores nos seus investimentos. Posso dizer que, muitas vezes, sou eu que aconselho os meus amigos e familiares a fazer este ou aquele investimento.
O que tem sempre na carteira?
Uma fotografia do meu filho e todos os cartões de pagamento, desconto, identificação, etc.
Tem crédito ao consumo?
Neste momento não.