O Segredo de Joe Gould

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O Segredo de Joe Gould

História de um boémio culto, excêntrico e indigente, numa Nova Iorque desconhecida. Uma obra-prima do jornalismo literário.

Salman Rushdie, Julian Barnes, Martin Amis e Doris Lessing são alguns dos escritores do mundo literário que, em 1996, quando este livro foi publicado, se fizeram ouvir chamando a atenção para a sua importância.
Afinal, quem foi esse Joseph Ferdinand Gould, o cândido e inquietante protagonista deste livro? Filho de uma das famílias mais antigas de Massachusetts, licenciado em Harvard, em 1916 rompeu com todos os laços e tradições familiares e foi para Nova Iorque, onde passado pouco tempo iniciou a sua vida de vagabundo. Trabalhava e vivia inteiramente para o seu projeto de escrever uma monumental «História Oral do Nosso Tempo». Ezra Pound e E. E. Cummings, entre muitos outros, interessaram-se pelo projeto e chegaram a falar nele nas revistas em que escreviam. Entretanto, Gould dormia na rua ou em albergues noturnos para mendigos, comia mal e vestia as roupas usadas que os amigos poetas e pintores de Greenwich Village lhe davam. Era frequente vê-lo bêbado e imitando o voo das gaivotas, e a sua História Oral, que ninguém lera ainda, gozava já de uma certa reputação. Com a sua morte, em 1957, os seus amigos empreenderam uma vasta busca do famoso manuscrito nos poisos da Village que ele frequentava. É o surpreendente resultado dessa busca, o «segredo» a que se refere o título, que Joseph Mitchell nos conta na segunda crónica deste livro.
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Ano de Edição / Impressão / 2017
Número Páginas / 208

Dimensões / 235 x 15 x 157 mm
ISBN / 9789722062510
Editora / DOM QUIXOTE
Autor
Joseph Mitchell (1908-1996) foi um dos jornalistas da The New Yorker que certamente mais contribuiu para marcar o tom e o estilo desta mítica revista americana. Foi sobretudo através dos chamados «Perfis», como o de Joe Gould, que Mitchell trouxe às páginas da revista uma infindável galeria de vencidos da vida, vagabundos, bêbados, artistas falhados, donos de bares, e ainda o dono de um circo de pulgas amestradas, uma mulher barbuda, um vendedor de baratas de corrida e outras personagens dos bairros populares e dos cais – gente de Nova Iorque, tão viva e imprevisível como a «gente de Dublin» de Joyce, ou as personagens de Gogol, dois escritores que ele muito apreciava. 
Nascido na Carolina do Norte, Mitchell chegou a Nova Iorque aos vinte e um anos, em 1929. Durante nove anos, trabalhou para vários jornais da cidade, iniciando a sua galeria de tipos, que haveria de prosseguir na The New Yorker, onde entrou em 1938, e onde se manteve até à sua morte.
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