Cidade Solitária - eBook

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Cidade Solitária - eBook

Cidade Solitária propõe-nos, entre outras coisas, uma vasta teia de solidões, silêncios cheios de coisas não ditas, personagens que «rosnam apenas», figuras que se parecem com «hóspedes longínquos», «pedaços de frases suspeitas», gente que pensa que «as palavras (são) um risco», «as pessoas [...] um deserto», personagens que se aproximam «em bicos dos pés», «mãos vazias», «atividade(s) [que são] um logro», segredos que ocultam «a falta de limpidez, de espontaneidade nas relações com os demais», percursos, vidas que concluem: «não confies», destinos envolvidos num «frio medular», enfim, colhendo quase ao acaso, aqui «um homem que, friorento [...] ocupava mais espaço do que os outros lhe haviam destinado», ali um outro que «comia cercado de sombras do passado»... Um inventário de lapsos, de falhas, de silêncios, de desconfianças, de segredos, de conjuras. 
Do Prefácio
Eugénio Lisboa
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Novidade / -10% Promoção válida de 2020-06-16 a 2020-09-09
Ano de Edição / Impressão / 2020
Formato / EPUB
ISBN / 9789722130240
Editora / CAMINHO
Promoções Ativas: Novidades
Autor
Fernando Namora nasceu em Condeixa (15 de abril de 1919) e licenciou-se em Medicina na Universidade de Coimbra. 
É no ambiente coimbrão, sobretudo no meio estudantil, que as suas primeiras obras radicam, com destaque para Fogo na Noite Escura, que conforma com verdade e rigor o ambiente universitário dos anos 40. A experiência como médico de província acentuou-lhe um verdadeiro conhecimento do povo, sobretudo camponeses, mineiros, vagabundos, que são a base antropológica e social das suas mais fortes personagens nas suas ficções dessa época. Mais tarde mudou-se para Lisboa e fez parte do corpo clínico do Instituto de Oncologia, tendo a vida da grande cidade e do mundo também como matéria de outros livros decisivos, como Domingo à Tarde, Diálogo em Setembro, Os Adoradores do Sol, Os Clandestinos e Estamos ao Vento, eleito livro do ano 1974, ou Sentados na Relva.
Fernando Namora é um dos mais destacados criadores do neorrealismo, a que deu uma feição peculiar, sobretudo quando a sua arte absorve, renova, a mais genuína tradição picaresca peninsular ou as experiências da modernidade. 
Fernando Namora foi galardoado com prémios tão relevantes como o José Lins do Rego, o Prémio Ricardo Malheiros, da Academia de Ciências de Lisboa, os SOPEM e D. Dinis, entre vários. Foi proposto para o Prémio Nobel de Literatura, em 1981, pela Academia das Ciências de Lisboa e pelo PEN Clube, e agraciado com o Grande Oficialato da Ordem de Santiago e com a Grã Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique em 1988. Fernando Namora morreu em 31 de janeiro de 1989.