Domingo à Tarde - eBook

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Domingo à Tarde - eBook

A personagem central de Domingo à Tarde é, pois, como seria de prever, um médico; desde logo, trata‑se de uma personalidade desagradável, irascível, cínica, imbuída de si mesma, o que é agravado pelo facto de pertencer ao serviço mais indesejado do seu hospital, o das doenças malignas [...] Os pacientes de Jorge, ao termo desta experiência, não serão mais mortos‑vivos, incuráveis, mas vivos condenados à morte, como, afinal, todos nos deveremos sentir.
Esta história exemplar de amor e de morte poderia parecer extrema, mas não o é; o próprio jogo do ambiente, das rivalidades, das ambições, das rotinas, atua sobre o comportamento de Jorge. 
A seu lado, move‑se uma jovem médica, Lúcia, que o ama, que adivinhou o que esse jogo esconde, e que, com espontaneidade, seguindo a voz do coração, sabe como se deve lidar com os doentes e com os doentes em potencia que nos somos.

Do prefácio (André Bay)

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Ano de Edição / Impressão / 2017
Formato / EPUB
ISBN / 9789722128735
Editora / CAMINHO
Autor
Fernando Namora nasceu em Condeixa (15 de abril de 1919) e licenciou-se em Medicina na Universidade de Coimbra. 
É no ambiente coimbrão, sobretudo no meio estudantil, que as suas primeiras obras radicam, com destaque para Fogo na Noite Escura, que conforma com verdade e rigor o ambiente universitário dos anos 40. A experiência como médico de província acentuou-lhe um verdadeiro conhecimento do povo, sobretudo camponeses, mineiros, vagabundos, que são a base antropológica e social das suas mais fortes personagens nas suas ficções dessa época. Mais tarde mudou-se para Lisboa e fez parte do corpo clínico do Instituto de Oncologia, tendo a vida da grande cidade e do mundo também como matéria de outros livros decisivos, como Domingo à Tarde, Diálogo em Setembro, Os Adoradores do Sol, Os Clandestinos e Estamos ao Vento, eleito livro do ano 1974, ou Sentados na Relva.
Fernando Namora é um dos mais destacados criadores do neorrealismo, a que deu uma feição peculiar, sobretudo quando a sua arte absorve, renova, a mais genuína tradição picaresca peninsular ou as experiências da modernidade. 
Fernando Namora foi galardoado com prémios tão relevantes como o José Lins do Rego, o Prémio Ricardo Malheiros, da Academia de Ciências de Lisboa, os SOPEM e D. Dinis, entre vários. Foi proposto para o Prémio Nobel de Literatura, em 1981, pela Academia das Ciências de Lisboa e pelo PEN Clube, e agraciado com o Grande Oficialato da Ordem de Santiago e com a Grã Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique em 1988. Fernando Namora morreu em 31 de janeiro de 1989.