Sinopse
Desde o Ultimato de 1890, a defesa do Ultramar era uma constante da política portuguesa. Atravessara intacta as últimas décadas da monarquia e toda a época conturbada da Primeira República. Para os ideólogos do Estado Novo, formados no culto da Nação, proteger esse legado sagrado tornara-se a razão de ser do regime. Alienar qualquer parte do que consideravam ser o território nacional parecia-lhes um sacrilégio. Para esses, o regime representava a própria emanação da pátria e do seu destino histórico. Para os outros era apenas «a situação», que garantia a tranquila existência das elites e a preservação dos seus privilégios.
A defesa das colónias e a defesa do regime tornaram-se consubstanciais. Não era possível desistir de uma sem abandonar a outra. Para Salazar, abdicar de qualquer parcela do território nacional era impensável. Marcelo Caetano, quando chegou ao poder em 1968, teve a oportunidade de procurar uma saída para uma situação de impasse que já se tornara notória. Ainda hoje é difícil explicar porque não o tentou. – Bernardo Futscher Pereira
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Detalhes

  • ISBN: 9789722075046
  • Editora: DOM QUIXOTE
  • Ano de Edição / Impressão: 2022
  • Dimensões: 242 x 161 x 39 mm
  • Páginas: 504

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O autor
Bernardo Futscher Pereira nasceu em 1959. É mestre em Ciências Políticas e em Relações Internacionais pela Universidade de Columbia. Trabalhou como jornalista antes de ingressar no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Entre 1999 e 2006, foi assessor para as Relações Internacionais do Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio; e entre 2015 e 2019, foi assessor diplomático do primeiro-Ministro, Dr. António Costa. Tem escrito numerosos artigos sobre política externa, história diplomática e política internacional. É autor de A Diplomacia de Salazar (1932-1949) e de Crepúsculo do Colonialismo (1949-1961). É embaixador de Portugal em Rabat desde janeiro de 2020.
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