Sinopse
"Se a civilização é autocontrolo, orgia é a festa ao contrário, a festa do excesso, a euforia sem limite protocolar. Bem, existem orgias e orgias - e é desses vários patamares de prazer e tentações que Luis Fernando Verissimo fala neste livro. As traições amorosas podem provocar orgias discretas, em dia de semana à tarde, ninguém ficará a saber além dos dois, ou três, ou quatro, ou quantos forem os participantes dos jogos de amor. Vale tudo, nessa orgia; aliás, a boa orgia deve ser sinónimo de anarquia, de entrega total às tentações e aos instintos. A chegada do reveillon e a sucessão de festas de fim de ano são orgiásticas, a seu modo, quando revertem a posição que normalmente todos ocupam, nos escritórios, para se encenarem como festas em que é preciso desreprimir, festejar, de igual para igual, o ano que se foi e o que virá - quando evidentemente seremos melhores, marcaremos a ida ao dentista e deixaremos de fumar. Enquanto isso, a festa pré-final de ano ganha o seu carácter libertário e, às vezes, libertino também. Bebida, dança, comida - com fartura. Acontece assim também no Carnaval, em que a troca do dia pela noite é apenas um indício a mais de uma certa loucura colectiva, uma inversão de papéis e sinais. Neste caso, mesmo que não esteja na orgia da avenida, desfilando com os peitos nus, todas as imagens do samba e da festa vão assaltá-lo - e ninguém é assaltado impunemente. Os anjos da nossa vida, as nossas queridas crianças, sabem, e como, fazer uma bela orgia - experimente deixá-las à vontade numa festa de aniversário, e neste cenário podem parecer-se até com os tais anões besuntados que Verissimo aposta terem sido obrigatórios nas primeiras orgias romanas. As gregas eram em homenagem ao deus Dionísio, e também se caracterizavam pela perda generalizada de controlo."
Ler mais Ler menos

Detalhes

  • ISBN: 9789722036382
  • Editora: DOM QUIXOTE
  • Ano de Edição / Impressão: 2008
  • Dimensões: 235 x 155 x 10 mm
  • Páginas: 4
O autor
Luis Fernando Verissimo nasceu em 1936, em Porto Alegre. Filho de Erico Verissimo, é um escritor imaginativo, de humor refinado, sofisticado e popular ao mesmo tempo com uma vasta obra literária publicada no Brasil e no mundo e que tem sido adaptada para o cinema, a televisão e o teatro.
Cronista dos jornais brasileiros O Globo, O Estado de S. Paulo e Zero Hora e, e durante muitos anos, do semanário português Expresso, é considerado um dos mais importantes escritores brasileiros da actualidade.
Entre os seus inúmeros best-sellers estão Comédias da Vida Privada, que foi adaptado para uma série da TV Globo, o delicioso romance sobre o pecado da gula, O Clube dos Anjos, Sexo na Cabeça e Orgias, bem como o romance policial Os Espiões. 
Mas, mais do que campeãs de vendas, as suas obras são clássicos geniais da vida contemporânea.
Ler mais Ler menos