Os Funerais Da Mamã Grande

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Os Funerais Da Mamã Grande

Livro recomendado PNL2027 dos maiores de 18 - leitura fluente

Sob o tema dos funerais mitológicos, em 1962, Gabriel García Márquez reuniu num pequeno volume sete contos e a curta novela que lhe dá o título. Neste livro aparece já, em todo o seu esplendor, o elemento mágico e telúrico que a partir daí definirá a sua obra. Estamos uma vez mais em Macondo e na sua região, entre episódios e personagens reconhecíveis, numa série de contos impossíveis de esquecer. No último texto é preciso enterrar a Mamã Grande, soberana absoluta deste mundo, que faleceu com a fama de santidade aos 92 anos e a cujos funerais compareceu não só o Presidente da República, como até o Supremo Pontífice, na sua gôndola papal, além de camponeses, contrabandistas, cultivadores de arroz, prostitutas, feiticeiros e bananeiros, que ali se deslocaram propositadamente. Os seus bens, que datavam da época da conquista, eram incalculáveis. Abarcavam cinco municípios, 352 famílias e também a «riqueza do subsolo, as águas territoriais, as cores da bandeira, a soberania nacional, os partidos tradicionais, os direitos do homem, as liberdades dos cidadãos, o primeiro magistrado, a segunda instância, o terceiro debate, as cartas de recomendação», etc. Demora três horas a enumeração dos bens terrenos da Mamã Grande. Os seus herdeiros, no momento em que retiram do interior da casa o cadáver da defunta, fecham as portas e começam vorazmente a repartir a herança.
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Metas Curriculares
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Ano de Edição / Impressão / 2009
Número Páginas / 144

Dimensões / 233 x 07 x 154 mm
ISBN / 9789722031554
Editora / DOM QUIXOTE
Galeria
Autor
Gabriel García Márquez nasceu a 6 de março de 1927, em Aracataca, Colômbia, e faleceu a 17 de abril de 2014, na Cidade do México. 
Considerado o pai do realismo mágico latino-americano, foi essencial para o reconhecimento da literatura americana em língua castelhana no resto do mundo, principalmente depois da atribuição do Prémio Nobel de Literatura, em 1982. 
O caráter universal da sua obra coloca-o entre os maiores escritores de sempre. 
É autor de uma vasta bibliografia que a Dom Quixote tem vindo a publicar regularmente, incluindo o primeiro volume da autobiografia Viver para Contá-la, O Aroma da Goiaba (conversas com Plinio Apuleyo de Mendoza) e a reedição de Olhos de Cão Azul, com três contos inéditos em Portugal, para além dos famosíssimos Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos de Cólera.