Salão Portugal

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Salão Portugal

Uma ficção das memórias de infância do autor. Fala-se de uma Lisboa que já não existe, das suas gentes, das suas vidas. Uma cidade com um centro gravitacional, a Baixa, e uns pequenos planetas-aldeia, como Belém, o bairro do autor, que viviam atraídos pela modernidade esforçadamente afrancesada do Chiado. E a família, os pais, os companheiros de jogos e de brigas. «O Salão Portugal», mítica sala de cinema da fronteira entre a Ajuda e Belém, imagem de marca de um país estratificado, com as senhoras de família no balcão e os homens da praça na plateia, mas todos, por igual, capturados pelas belezas angélicas do cinema dos anos 50-60 e empolgados pelos gloriosos heróis de aventura, deram lugar a um livro que é uma maravilhosa crónica da Lisboa antiga. «O Salão Portugal era a cara chapada do país. Pequeno, mas bonitinho.Aqui e ali com um estilo pesado de mármores e veludos, próprios à memória histórica de um passado grandioso. O povo na plateia, lá em baixo, cadeiras de madeira desconjuntadas, portas abertas ao intervalo para um pátio térreo, nunca sol, muros altos sem horizontes à vista, um odor acre de urinas misturadas de homens e de burros. A classe média no balcão, mais a nível, cadeira estofada, bufete para damas e cavalheiros, lustres no tecto, paredes iluminadas com imagens apetitosas da Garbo, da Bacall, da Loren, do Bogart, do Brando, do Curtis. A classe alta, sempre mínima e familiar, nos camarotes. Gordas mulheres, gordas crianças, cus largos nos cadeirões de estilo, veludos rubi, o espaço delimitado, protegido, insular, por isso, distante.»

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Ano de Edição / Impressão / 2007

Dimensões / 234 x 12 x 154 mm
ISBN / 9789722035262
Editora / DOM QUIXOTE
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