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Diamante

Paul Verlaine referiu-se um dia à prosa diamantina de Rimbaud, sublinhando a dimensão pura, misteriosa e arquitectural dos poemas de Jean-Arthur. Os 64 poemas de Diamante, um livro com três secções, dialogam com essa tradição do cristal da poesia moderna. Dos sonetos iniciais, de frase labiríntica, aos poemas em prosa, flashes da recordação, e que se vão multiplicando, até ao poema que fecha este livro, "Vários fins", António Carlos Cortez reafirma a sua noção da poesia - exercício tensional sobre as imagens da linguagem.
Livro onde comparecem várias vozes, Diamante é ambíguo, ou melhor, anfíbio: mergulhamos na memória de outros textos (Gastão Cruz, Philippe Jacouttet, Ruy Belo, Alfonso Costafreda, Ida Vitale, Eduardo Guerra Carneiro, Edouard Glissant, José Paulo Paes), nas músicas que dão a atmosfera exacta para estes poemas se lerem em voz alta (Fleetwood Mac, Depeche Mode, Nick Cave, Rádio Macau, Roxy Music, José Mário Branco), buscando unir o cristal com essa "chama altíssima" duma palavra construída, meditada.
Poesia também sobre lugares perigosos e fascinantes de um outro tempo, Diamante procura eternizar corpos, verões antigos, cidades, a própria escrita. "A poesia é o eco do vivido", escreve o autor de Jaguar.
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Ano de Edição / Impressão / 2021
Número Páginas / 104

Dimensões / 209 x 08 x 156 mm
ISBN / 9789722073035
Editora / DOM QUIXOTE
Autor
António Carlos Cortez nasceu em Lisboa, em 1976.
Poeta, ensaísta e crítico literário, é professor de Português e de Literatura Portuguesa e investigador do CEHUM (Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho).
Publicou o seu primeiro livro de poesia em 1999. Recebeu em 2011, com Depois de Dezembro (Licorne), o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores para melhor livro de poesia publicado em Portugal em 2010. Na sua obra destacam-se os seguintes livros: O Nome Negro (2013), Animais Feridos (2016), a antologia A Dor Concreta (2016) – vencedora do Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes da Associação Portuguesa de Escritores em 2018 –, e Jaguar (2019) – galardoado em 2020 com o Prémio Literário Ruy Belo e o Prémio de Poesia António Gedeão/FENPROF.
É ainda autor de livros de ensaio e de crítica literária.
Tem obras publicadas no México e no Brasil e está incluído em várias antologias de poesia em Portugal e no estrangeiro.