SOMBRA QUE ILUMINA (A)

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SOMBRA QUE ILUMINA (A)

Abordando temáticas como a oscilação, a metamorfose ou o devir na poesia de António Franco Alexandre, Ricardo Gil Soeiro compulsa um heteróclito conjunto de tópicos: da cinza ao fogo, da sombra ao sonho, do primado da matéria ao direito dos objectos, do abismo da pergunta à memória do enigma. Socorrendo-se da reflexão teórica de autores como Bachelard, Merleau-Ponty, Deleuze ou Braidotti, o autor enceta ainda diálogo com outros escritores - Kafka, Walser, Calvino ou Ponge -, procurando assim contribuir para a criação de novas chaves de leitura da obra alexandrina. «O sentido desmorona. A tal página incapturável foge por todos os lados. É dessa ruína, da magia de todos os destroços, que se ergue, dilacerada e imperfeita, uma frágil promessa de errância. O abismo da pergunta a que, por falta de palavras, chamamos poesia. António Franco Alexandre di-lo melhor, sussurrando, assim, a mais bela despedida: ‘digam que amei, na terrestre toalha, / o tosco amor do corpo. Digam / uma verdade, que o poema não existe. / Digam que arderam mãos, do poder que possui / o prazer de outro corpo. Digam, como sempre, / terra, água, colina. [...] Digam que me conhecem, / assim mudado, a tinta permanente. [...] Digam que usava estrelas nos cabelos, / podem crer.'»
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Ano de Edição / Impressão / 2021
Número Páginas / 168

Dimensões / 185 x 10 x 130 mm
ISBN / 9789896715915
Editora / EDIÇÕES TINTA-DA-CHINA, LDA.