Crónica Da Rua 513.2

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Crónica Da Rua 513.2

"Umas vezes deserto inóspito, outras um mar revolto, a Rua 513.2 oscila de um extremo ao outro sem encontrar serenidade. Todavia, se fosse tirada uma média a esses dois estados ela não passaria de uma rua normalíssima Na Rua 513.2, o Inspector Monteiro, o Doutor Pestana e dona Aurora, o mecânico Marques, a velha prostituta Arminda de Sousa e alguns outros, emergem do passado para interferir nos dias dos vivos. Por outro lado, sob o olhar atento de Filimone Tembe, o Secretário do Partido, esses mesmos vivos fazem o que podem para que as suas vidas avancem. Vendem enquanto há o que vender, como o louco Valgy ou a incansável Judite; apelam ao conselhos de retratos pendurados na parede, como o empresário Pedrosa, pescam peixes forjados, como Teles Nhantumbo; lêem cadernos que escondem histórias de outros tempos enquanto reparam automóveis quase inexistentes, como Zeca Ferraz; combatem no mato, como o Comandante Santiago; ou distribuem pelos vizinhos aquilo que lhes chega às mãos, como Josefate Mbeve, que no fundo segue à risca as directivas do Presidente Samora Machel e tenta fazer do socialismo uma realidade. Até que um dia chegam novos fantasmas para ocupar o lugar dos antigos, e as coisas começam a mudar."


João Paulo Borges Coelho é escritor e historiador moçambicano. Professor de História Contemporânea na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo. Recebeu em 2004, com o romance "As Visitas do Dr. Valdez", o Prémio José Craveirinha da Literatura, a maior distinção literária em Moçambique. Com o romance "O Olho de Hertzog" recebeu o Prémio Leya 2009.

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Ano de Edição / Impressão / 2007

Dimensões / 209 x 16 x 137 mm
ISBN / 9789722117814
Editora / CAMINHO
Autor
João Paulo Borges Coelho é escritor e historiador moçambicano.
Ensina História Contemporânea de Moçambique e África Austral na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo. Tem-se dedicado à investigação das guerras colonial e civil em Moçambique, assim como às questões de segurança regional no sul de África e à política da memória.
Recebeu em 2004, com o romance As Visitas do Dr. Valdez, o Prémio José Craveirinha da Literatura, a maior distinção literária em Moçambique. Com O Olho de Hertzog recebeu o Prémio Leya 2009.