Sinopse
Halfon viaja até à velha casa dos avós, nas margens do lago de Amatitlán, onde em criança costumava passar os fins de semana antes de a família se transferir para a Florida, devido à violenta situação política vivida na Guatemala em princípios da década de 1980. A partir do momento em que pisa o Amatitlán, tudo aquilo que o cerca desencadeia um turbilhão de memórias de infância — algumas ligadas à sua infância na Guatemala, outras dos primeiros anos passados nos Estados Unidos.
Em subtis mas magistrais pinceladas, as recordações de Halfon vão-se conjugando aos poucos para desvendar segredos familiares profundos: a história de Salomón ou, talvez mais rigorosamente, a ausência dessa história, uma vez que ninguém na família falava abertamente dele. E aos poucos começamos a ver as informações dispersas que Halfon conseguiu reunir em criança.

Com Luto, traduzido por José Teixeira de Aguilar, Eduardo Halfon regressa ao universo que tem vindo a construir há anos em torno da personagem chamada Eduardo Halfon — que pode ou não ser o autor — e da história da sua família. Desta feita, centra-se no lado paterno da família: emigrantes judeus libaneses que se radicaram nos Estados Unidos e na Guatemala.
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Detalhes

  • ISBN: 9789722071192
  • Editora: DOM QUIXOTE
  • Ano de Edição / Impressão: 2021
  • Dimensões: 235 x 157 x 8 mm
  • Páginas: 112

BOOKTRAILER

O autor
Eduardo Halfon nasceu em 1971 na cidade de Guatemala e atualmente, vive em Berlim.
É autor dos livros Esto no es una pipa, Saturno (2003), De cabo roto (2003), O Anjo Literário (2004), Siete minutos de desasosiego (2007), Clases de hebreo (2008), Clases de dibujo (2009), El boxeador polaco (2008), La pirueta (2010), Mañana nunca lo hablamos (2011), Elocuencias de un tartamudo (2012), Monasterio (2014), Signor Hoffman (2015), Luto (2017), Biblioteca bizarra (2018) e Canción (2021). A sua obra foi traduzida em inglês, alemão, francês, italiano, sérvio, português, holandês, japonês, turco, norueguês e croata. Em 2007 foi nomeado um dos trinta e nove melhores escritores latino-americanos pelo Hay Festival de Bogotá. Em 2011 recebeu a bolsa Guggenheim, e em 2015 foi-lhe outorgado em França o prestigioso Prémio Roger Caillois de Literatura Latino-americana. Luto foi galardoado com o Prémio das Livrarias de Navarra 2018 (Espanha), o Prémio de Melhor Livro Estrangeiro 2018 (França), o Prémio Edward Lewis Wallant 2018 (EUA) e o Prémio Internacional do Livro Latino 2019 (EUA). Em 2018 Halfon recebeu o Prémio Nacional de Literatura de Guatemala, o maior galardão literário do seu país natal.
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