Minas de San Francisco

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Minas de San Francisco

As terras eram férteis, mas o tempo era de escassez e de sangramento da esperança. O tempo que nos é contado é o do pós-Segunda Guerra Mundial, num país ainda mergulhado em pobreza e parcos sonhos. É a narrativa de um lugar que aos nossos olhos parece remoto, mas que reflete exemplarmente o que era um país da feito soma de lugares remotos, sedentos de esperança e de dignidade. Este é o lugar para onde nos transporta Fernando Namora. Deste Minas de San Francisco, um dos mais imprescindíveis dos seus livros, levamos um murro no estômago e saímos com um banho de humanidade. In Prefácio de Mariza Matias
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Ano de Edição / Impressão / 2018
Número Páginas / 360

Dimensões / 235 x 25 x 157 mm
ISBN / 9789722129398
Editora / CAMINHO
Autor
Fernando Namora nasceu em Condeixa (15 de abril de 1919) e licenciou-se em Medicina na Universidade de Coimbra. 
É no ambiente coimbrão, sobretudo no meio estudantil, que as suas primeiras obras radicam, com destaque para Fogo na Noite Escura, que conforma com verdade e rigor o ambiente universitário dos anos 40. A experiência como médico de província acentuou-lhe um verdadeiro conhecimento do povo, sobretudo camponeses, mineiros, vagabundos, que são a base antropológica e social das suas mais fortes personagens nas suas ficções dessa época. Mais tarde mudou-se para Lisboa e fez parte do corpo clínico do Instituto de Oncologia, tendo a vida da grande cidade e do mundo também como matéria de outros livros decisivos, como Domingo à Tarde, Diálogo em Setembro, Os Adoradores do Sol, Os Clandestinos e Estamos ao Vento, eleito livro do ano 1974, ou Sentados na Relva.
Fernando Namora é um dos mais destacados criadores do neorrealismo, a que deu uma feição peculiar, sobretudo quando a sua arte absorve, renova, a mais genuína tradição picaresca peninsular ou as experiências da modernidade. 
Fernando Namora foi galardoado com prémios tão relevantes como o José Lins do Rego, o Prémio Ricardo Malheiros, da Academia de Ciências de Lisboa, os SOPEM e D. Dinis, entre vários. Foi proposto para o Prémio Nobel de Literatura, em 1981, pela Academia das Ciências de Lisboa e pelo PEN Clube, e agraciado com o Grande Oficialato da Ordem de Santiago e com a Grã Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique em 1988. Fernando Namora morreu em 31 de janeiro de 1989.